Projeto Político Pedagógico

Ano letivo de 2010
 


"Gentileza gera Gentileza"

 

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO - 2010


Gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado ou meramente cumprir regras de etiqueta, porque, embora possamos (e devemos) ser educados, a gentileza é uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver com desejo de contribuir para um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.

O poder da Gentileza - como a gentileza interfere no nosso dia a dia, nas relações de trabalho, no amor, na família e com os cuidados com a natureza. Abordaremos este tema de uma forma fácil, mostrando aos nossos alunos o quanto desaprendemos a acolher o outro, a ter paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser felizes..

PENSAR, SENTIR... PORTANTO, SER GENTIL!


AÇÕES UM NOVO PENSAR

A equipe pedagógica vem refletindo através das ações do homem no decorrer de seu cotidiano, e assume o papel educacional desenvolvendo através do Projeto Político Pedagógico ações elaboradas no contexto educacional de seu conteúdo programático, estratégias que possam levar o aluno a desenvolver na prática um modelo de ações desenvolvidas em um novo pensar para o mundo em que vive, pressupõe alavancar uma discussão que vai muito além das questões morais e sociais, pois é imperioso pensar nas ações cotidianas em que se questiona a sociedade como um todo. São ações tomadas por um grupo ou até mesmo por um individuo que implicam conseqüências graves.

Esse trabalho permitirá aos professores e alunos o questionamento sobre a sensibilidade e a vivencia de uma juventude saudável, promovendo uma sensibilização para alcançarmos mudanças, tomando-se como base uma ampla seleção de textos, leituras e discussões, assim como, participação em eventos. Sendo assim, os alunos serão capazes de produzir trabalhos que impulsionarão debates, desenvolvimento de projetos/ações de conscientização que só serão concretizados a partir da percepção desenvolvida nesta iniciativa pedagógica conjunta.

Dentro deste olhar, delimitaremos etapas para a construção, conscientização, ações e avaliação deste tema, onde dividiremos em quatro etapas os temas a serem abordados.

Usem amor e gentileza! Não há nada de mais extraordinário no cotidiano, e despojado como expressão de simplicidade do que esse "modo de usar" oferecido às pessoas. É nesse sentido que a simbólica do Profeta não se circunscreve a limites utilitários, embora estes, por vezes, venham a se utilizar das suas expressões.

Se uma expressão simbólica nos inspira o cuidado, do mesmo modo, devemos ter cuidado ao nos valermos dela. Desse modo, tocamos um desafio que envolve as simbólicas do mundo, diante do curso das (re)significações.

Trata-se, pois, de procurar resguardar nas expressões simbólicas sua própria profundidade, diante de forças que atuam tal como um empuxo, tencionando-as para uma superfície sem fundo, como imagens, cada vez mais planas e opacas. O mesmo se processa na produção do imaginário: profundidades que se comprimem e se achatam, convertendo o que é denso e experiencial, num valor abstraído da sua própria vivência.

Por isso, a gentileza não é meramente um valor a ser estimulado e divulgado, mas um modo de existir a ser experenciado; mais do que um valor retificável, que se destaca da relação das pessoas como um objeto-marca, ela deve ser resguardada como um sentido aberto à experiência do mundo, que converge de sua exemplaridade mítica, mas que ao mesmo tempo, se funda na concretude das sociabilidades.
Essa dupla natureza de convergência e emergência no uso da gentileza revela a expressão de sua atemporalidade. Talvez esteja aí uma das chaves para entendê-la como "objeto de patrimônio". O que se ressalta em Gentileza e na sua produção é o fato de sua presença e mensagem nos confrontarem com o desafio da convivialidade, essência da matéria ética.

Por isso, quando ele exalta poeticamente, em convite, o uso da gentileza, ele nos lança no desafio cotidiano do ser humano, como um patamar mínimo de compreensão da vida, que nos leva também a não usarmos problemas e pobrezas. Nesse sentido, seu legado é muito mais um modo de usar e de conduzir-se na vida, do que um modo de lembrar, ligado a uma tradição materializada.

A gentileza será sempre a afirmação de um ethos em resposta às crises relacionais, mas apontará, primeiramente, um modo de caminhar no mundo. Para além de qualquer valor documental e sociológico, o caráter distintivo de sua consagração como patrimônio, resulta de sua natureza essencialmente ética. É esse o sentido principal da imaterialidade da sua expressão, não aqui descrita em ritos ou folguedos, mas tendo como referência uma disposição da sensibilidade humana.

É sério. Parece pouco. É muito. Faz uma enorme diferença.

Quando somos maltratados em algum lugar, por alguém, isso já envenena o nosso dia. E desencadeia reações desencontradas em cadeia. Por outro lado, às vezes nem percebemos, mas a beleza de outro dia, nosso suspeito bom-humor num dia comum, começou lá atrás, quando alguém teve um gesto gentil, nos acolheu com simpatia, nos tratou bem. Seja o nosso chefe, o motorista do ônibus, o balconista da padaria. Faz bem para a vida ser tratado com gentileza. E um gesto gentil também desencadeia reações similares em cadeia. Gentileza, o profeta, tinha toda a razão quando respondia aos que o chamavam de maluco: “Maluco pra te amar, louco pra te salvar”.

Gosto muito de observar as pessoas, os enredos. Percebo que grandes desencontros são desencadeados por um detalhe muito pequeno. É como aquelas cenas de animação, em que o personagem tira uma pedrinha do lugar e causa uma avalanche. Você já deve ter visto em alguma reunião de empresa ou mesmo dentro de casa ou numa repartição pública. Alguém fala algo sem nenhuma gentileza, que poderia ser dito de um jeito muito mais cuidadoso. O destinatário daquela mensagem recebe como agressão e retruca um tom acima. Daí em diante, já era. Não acaba em nada de bom.

Se cada um de nós fizer uma reconstituição mental do nosso dia, hoje mesmo, vai perceber que o pior dele foi causado porque não foram gentis conosco nem fomos gentis com os outros. Desde o bom dia que faltou, o, por favor, que não foi dito, a buzina desnecessária no trânsito, a cara fechada, o sorriso que economizamos a ajuda que poderíamos ter dado e não demos, ou ainda a que não recebemos o elogio que não veio à crítica que deveria ter sido feita para somar, mas foi programada para massacrar, o veneno escorreu da nossa boca e da dos outros. Uma soma de pequenos e desnecessários gastos de energia que só serviram para nos intoxicar.

Gentileza é o exercício cotidiano de vestir a pele do outro. É cuidar não de alguém, mas de qualquer um. Mesmo que ele não seja nosso parente, mesmo que seja um estranho. Cuidar por nada. Sem precisar de motivo. Cuidar por cuidar.

Por que algo tão essencial se tornou supérfluo? Porque gentileza não se consome, talvez. Não tem valor monetário. Não se ganha nada de material com ela. Também não custa nada.

Esta, em parte, é a insubordinação contida na arte de Gentileza, o poeta das ruas. Ele, que nunca aceitou um centavo pela sua gentileza. Dizia: “Cobrou é traidor – o padre tá esmolando, o pastor tá pastando e o papa tá papando, papão do capeta capital”.

Hoje, tratar mal as pessoas, marchar pelos corredores, fechar a cara, não dar bom dia e dizer coisas duras sem nenhum cuidado parece ser um atributo dos poderosos. Quase uma virtude. Ao conhecer alguns CEOs por aí, fico imaginando se no currículo deles está escrito: “Há 20 anos grita com quem está abaixo dele na hierarquia”. Ou: “Tem PhD por Harvard em humilhação dos subordinados”. Ou ainda: “Massacra os funcionários em inglês fluente, mas se for necessário pode xingar também em francês e mandarim”.

O conjunto de características que costuma cercar o poder é imediatamente incorporado pelos subordinados. Nessa lógica, há sempre alguém mais ferrado que podemos maltratar a quem não precisamos beneficiar não com a nossa gentileza, porque gentileza não tem nada a ver com isso, mas a quem não precisou beneficiar com a nossa bajulação. Canso de ver motoboys ser maltratados por recepcionistas de empresas chiques, enquanto me tratam bem porque numa rápida avaliação da minha roupa acreditam que talvez, quem sabe, posso ser alguém importante. Canso também de ser gentil e, por isso, ser tratada com rispidez, porque confundem minha gentileza com fraqueza. Recuso-me a embarcar nessa lógica que me obrigaria a falar alto e exalar arrogância para ser tratada com deferência. Prefiro falar com delicadeza e exalar apenas o meu perfume.

Acho que ser gentil não é nada prosaico, é um ato de resistência diante de uma vida determinada por valores calculáveis: só faço tal coisa se ganhar algo em troca, seja dinheiro ou um dos muitos pequenos poderes ou um ponto a mais com quem manda. A gentileza vira essa lógica do avesso: sou gentil sem esperar nada em troca. Sou gentil porque sou. Não porque tenho ou porque quero. Apenas sou. E, como sabemos o ter – o consumir desenfreado – é aquele que vai tentar preencher o buraco aberto pela impossibilidade do ser.

Gentileza não é mesmo algo que temos, é mais algo que somos. E que nos tornamos. Talvez o verdadeiro poder esteja naquele que pode dar sem esperar nada em troca.

Não precisa ser uma campanha de massa, basta uma decisão interna, silenciosa, de cada um. Só para experimentar. Um dia só tentando ser gentil. Engolindo a palavra ríspida, calando a fofoca ainda no esôfago, olhando de verdade para as pessoas, escutando o que o outro tem a dizer, mesmo que não nos pareça tão interessante, sorrindo um pouco mais. Pequenos gestos. Segurar o elevador, dar oi e dar tchau, não se atravessar na frente de ninguém nem sair correndo para ser o primeiro, ter paciência em vez de se irritar, elogiar um pouco mais, deixar passar o que não foi tão legal, mas também não foi tão grave e, quando a crítica for imprescindível, abusar da delicadeza. Um dia só, mesmo que seja apenas para experimentar algo diferente.

Quem sabe o que pode acontecer?                                                                            (Eliane Brums)



Objetivo Geral do Projeto:

- Estimular os alunos a praticarem a gentileza cotidianamente reconhecendo-a como valor necessário AA convivência social harmônica, refletindo e construindo o conceito de GENTILEZA.

Objetivos específicos do Projeto:

- Levar os alunos a adotarem uma postura de interação justa, refletindo e discutindo sobre a relevância da obra de José Detrino e seus impactos na sociedade.
- Incentivar os alunos a atuarem como agentes multiplicadores dessa forma de pensar e agir.
Missão: Transformar os valores éticos em ações concretas no cotidiano.
Metas: Um mundo melhor!!!

1º Tema bimestral - Mundo: É serio. Parece pouco. É muito. Faz uma enorme diferença.
2º Tema bimestral – Sociedade – Gentileza Gera Gente ... ilesa.
3º Tema bimestral – Escola: Ações, um novo pensar...
4° Tema bimestral – Família: É tempo de exaltar a Gentileza.

Coordenação - Profª Dina e Profª Silvania.
Direção Pedagógica - Profª Célia Lúcia

 


"Ações: um novo pensar."